Solução reduz as temperaturas de cura e busca integrar a pintura de componentes metálicos e plásticos nas linhas de produção automotiva.
A PPG apresentou uma nova tecnologia de revestimentos automotivos desenvolvida para ampliar a integração dos processos de pintura de diferentes substratos. Batizada de PPG Low Temperature Cure, a solução foi demonstrada durante a SURCAR Asia 2026, realizada em Xangai, na China.
A tecnologia busca solucionar um desafio recorrente na fabricação de veículos. Carrocerias metálicas e componentes plásticos, como para-choques, normalmente passam por processos de pintura separados devido às diferenças de resistência ao calor e às condições necessárias para a cura dos revestimentos.
A plataforma da PPG combina o desenvolvimento dos materiais de revestimento com mecanismos avançados de cura para ampliar a janela de processamento em superfícies metálicas e plásticas. Com isso, a fabricante pretende viabilizar processos mais integrados de pintura da carroceria e de seus componentes, além de favorecer maior uniformidade de cor entre diferentes substratos.
A tecnologia oferece duas possibilidades de processamento. A primeira utiliza uma camada base independente, com cura a 110 °C. A segunda consiste em um sistema de três camadas que pode ser curado conjuntamente a 90 °C.
As temperaturas são inferiores às de processos convencionais citados pela companhia, que podem operar a aproximadamente 140 °C. Segundo a PPG, essa redução pode diminuir a demanda energética da etapa de cura e ampliar a utilização de substratos sensíveis ao calor.
A flexibilidade também permite que fabricantes adaptem a tecnologia às características de diferentes peças e linhas produtivas, além de introduzir o processo de baixa temperatura gradualmente nas fábricas.
Tecnologia seguirá para testes em linhas automotivas
Após a apresentação na China, a PPG prevê iniciar testes em linhas de produção de fabricantes de veículos em diferentes mercados. A próxima etapa avaliará o desempenho da tecnologia sob diferentes processos de pintura, condições industriais e plataformas automotivas.
Os testes deverão apoiar a transição da solução, atualmente em desenvolvimento técnico, para uma aplicação comercial mais ampla no setor automotivo.


