Pesquisadores desenvolveram um novo aditivo nanoestruturado que pode aumentar o desempenho anticorrosivo de revestimentos epóxi ricos em zinco utilizados na proteção de estruturas de aço.
O material é formado por nanoflores de fosfato de zinco carregadas com o inibidor de corrosão 8-hidroxiquinolina, conforme descrito em estudo publicado na revista Progress in Organic Coatings.
A pesquisa avaliou diferentes concentrações do composto na formulação, entre 1% e 5% em massa. Na concentração de 3%, o material apresentou melhora significativa da resistência à corrosão, ao mesmo tempo em que abre a possibilidade de reduzir o consumo de zinco necessário para obter proteção do substrato metálico, segundo os resultados reportados no artigo.
Os revestimentos epóxi ricos em zinco são amplamente utilizados para proteger estruturas metálicas em ambientes agressivos. Uma das limitações desse tipo de sistema é justamente o consumo gradual do zinco durante o processo de proteção eletroquímica contra a corrosão.
A nova abordagem utiliza as nanoestruturas como veículos para um inibidor de corrosão, permitindo uma atuação mais controlada dentro do revestimento. Segundo os autores, o material também apresentou boa estabilidade de dispersão em solventes orgânicos, característica relevante para sua incorporação em formulações de coatings.
O desenvolvimento reforça uma das principais frentes atuais de inovação em revestimentos industriais: aumentar a vida útil da proteção anticorrosiva utilizando menores quantidades de matérias-primas e mecanismos mais eficientes de controle da corrosão, como demonstrado no estudo de Jin et al. na Progress in Organic Coatings.


