Para enfrentar o calor intenso de Santiago del Estero, na Argentina, quatro estudantes do Colegio San Francisco criaram uma proposta para refrescar a casa sem depender de ar-condicionado
Batizado de Nanoescudo, o projeto imagina um revestimento para paredes e telhados feito com nanopartículas refletivas, segundo informações do Canal Rural.
A ideia nasceu de um problema cotidiano: as temperaturas muito altas e a dificuldade de muitas famílias em ter acesso fácil a equipamentos de refrigeração. As alunas transformaram essa situação em uma proposta pensada como uma pintura ou cobertura a ser aplicada nas superfícies externas das moradias.
O mecanismo está nos materiais escolhidos. A proposta combina nanopartículas de dióxido de silício e de dióxido de titânio, composto amplamente usado como pigmento branco em tintas e revestimentos por sua capacidade de interagir com a luz. O objetivo, em termos simples, é aumentar a reflexão da radiação solar que atinge a superfície. Quanto menos energia fica absorvida por telhados e paredes, menor tende a ser a quantidade de calor transferida para o interior da construção durante períodos de sol intenso.
O projeto venceu um concurso ligado ao Instituto de Bionanotecnologia del NOA. De acordo com a Universidad Nacional de Santiago del Estero (UNSE), a proposta foi apresentada por quatro alunas da escola e recebeu o primeiro prêmio. Apesar da premiação, o Nanoescudo ainda é uma ideia e será submetido a testes.


