Setor de tintas e vernizes mantém alta demanda por insumos químicos e mostra resiliência em meio a desafios globais
Tintas e vernizes está quase no topo dos segmentos industriais mais atendidos pelos distribuidores de produtos químicos e petroquímicos no Brasil, mais de 86% segundo dados mais recentes da Associquim, associação do setor.
O setor de tintas e revestimentos também tem grande participação no faturamento da distribuição, quase 11%, ficando atrás apenas do setor agrícola. O faturamento da distribuição alcançou mais de US$ 6,6 bilhões em 2023. As commodities representaram mais de 61% desse total.
Últimos 5 anos desde 2019
Após um pico expressivo em 2022, o setor registrou em 2023 um faturamento de US$ 6,647 bilhões – valor superior ao de 2021, que tinha sido de US$ 6,540 bilhões, mas abaixo do recorde de 2022, quando atingiu US$ 8,136 bilhões.
A trajetória recente revela oscilações que refletem não apenas fatores internos do setor, mas também o cenário global mais turbulento dos últimos anos. Em 2020, a pandemia derrubou o desempenho para US$ 5,215 bilhões. Nos dois anos seguintes, o setor reagiu com força, chegando ao maior faturamento da série em 2022. Já em 2023, observa-se um recuo em relação a esse pico, ainda que o nível se mantenha acima do período pré-pandêmico.
Entre os fatores que ajudam a explicar essas variações estão os reflexos das guerras mais recentes, como o conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em 2022, e as tensões no Oriente Médio. Esses eventos provocaram instabilidade nos mercados globais, afetando desde o custo de insumos e energia até a logística internacional e o câmbio. Setores com cadeia produtiva ou comercial fortemente conectada ao exterior sentiram o impacto mais diretamente, seja pelo aumento dos custos, pela escassez de materiais ou pela retração de investimentos.
Mesmo diante desse contexto desafiador, o setor conseguiu sustentar um patamar robusto de faturamento em 2023, o que indica resiliência e capacidade de adaptação. Os próximos anos devem seguir exigindo atenção constante ao cenário geopolítico e à economia global, fatores cada vez mais determinantes para a performance do setor.
Mais do que garantir o fornecimento das commodities químicas básicas, os distribuidores vêm se posicionando como agentes estratégicos da eficiência industrial, impulsionados por tecnologia, novos modelos de negócio e maior integração com clientes e fornecedores. Que saber mais sobre o assunto? Leia aqui a nossa matéria especial.
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