Com Brasil na liderança, mercado latino-americano de tintas projeta crescimento sólido e foco em inovação sustentável
A indústria de tintas e vernizes na América Latina segue em expansão e deve manter um ritmo sólido de crescimento até 2026. Projeções de consultorias como Grand View Research e Mordor Intelligence apontam para uma taxa média anual de crescimento entre 4% e 5% na região, com destaque para os segmentos imobiliário e automotivo.
No centro dessa movimentação, está o Brasil. Segundo a Abrafati, associação de fabricantes, o país registrou em 2024 um volume recorde de 1,983 bilhão de litros comercializados, ultrapassando mercados maduros como o alemão e se consolidando como o quarto maior produtor mundial. O resultado foi puxado principalmente pelo setor de tintas imobiliárias, que cresceu 5,9%, e pelo aumento de 9,7% nas vendas de tintas automotivas originais, impulsionadas pelo aumento nas vendas de veículos novos.
De olho nas novas exigências do mercado, fabricantes têm acelerado o desenvolvimento de soluções com menor impacto ambiental. Formulações à base de água, produtos com baixo VOC e matérias-primas renováveis já fazem parte da estratégia de inovação das grandes marcas, alinhando produtividade e sustentabilidade.
Ainda assim, o setor não está imune a desafios. A expectativa da Abrafati para 2025 é de um crescimento mais moderado, entre 2% e 2,5%, refletindo a possível desaceleração econômica global e a volatilidade nos preços das matérias-primas. Para especialistas, porém, o horizonte continua positivo. A combinação entre demanda interna, modernização industrial e maior presença de tintas de alta tecnologia deve garantir ao mercado latino-americano, e especialmente ao Brasil, uma posição de destaque no cenário global.