Indústria brasileira de tintas avança em maturidade com inovação tecnológica e maior modernização regulatória
A indústria brasileira de tintas vive um momento de maior maturidade, impulsionado pela combinação entre avanços tecnológicos e modernização regulatória. Esse é o ponto central do artigo assinado por Luiz Cornacchioni, presidente-executivo da Abrafati, publicado no Jornal do Comércio.
Segundo o autor, a atualização do ambiente regulatório é fundamental para garantir a competitividade global do setor. Um dos marcos recentes é a sanção da Lei 15.441/2026, que estabelece limite máximo de 90 ppm de chumbo em tintas imobiliárias, equivalente a uma presença residual de 0,009%.
Na avaliação do executivo, a nova legislação vai além da adequação normativa e simboliza a consolidação de um processo de evolução tecnológica da indústria nacional, alinhado a padrões internacionais de segurança e sustentabilidade.
O artigo também destaca que a agenda regulatória tende a abrir novas oportunidades para o setor, especialmente no mercado externo, ao elevar o nível de conformidade dos produtos brasileiros e favorecer sua inserção em mercados mais exigentes.
Esse movimento ocorre em paralelo ao avanço da inovação no setor, que vem sendo cada vez mais direcionada por demandas ambientais, eficiência produtiva e desenvolvimento de soluções de maior valor agregado — uma tendência já observada em toda a cadeia de tintas.
De forma geral, a análise aponta que a combinação entre inovação tecnológica e regulação mais rigorosa não representa uma barreira, mas sim um vetor de crescimento sustentável, posicionando a indústria de tintas brasileira em um patamar mais competitivo e alinhado às exigências globais.