Apesar de um início de ano pessimista e inseguro para o segmento de tintas, 2023 foi muito positivo para o setor, que deve ver a sua produção crescer entre 2 e 2,5% na comparação com o ano passado.
A afirmação foi feita por Marcos Allemann, vice-presidente de tintas imobiliárias para a América do Sul da BASF e presidente do conselho diretivo da Abrafati, a Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas, durante a sessão plenária que abriu o terceiro e último dia do Abrafati Show 2023, principal evento do segmento da América Latina.
“Crescemos com qualidade, resultado e rentabilidade, gerando uma espiral positiva para reinvestimento no nosso setor”, afirmou o executivo. Allemann complementou falando sobre o futuro da América Latina nessa área. “Somos o segundo mercado com maior potencial de crescimento, atrás somente da China”.
O presidente do conselho diretivo da Abrafati também deu destaque para a importância da sustentabilidade, que, segundo ele, é fundamental para que o segmento siga em alta. “O ESG é determinante para o sucesso das empresas. Desenvolver práticas nesse sentido é o único meio viável de crescimento”, afirmou.
Ailton Monteiro, proprietário da Air Solutions, acompanhou a palestra e também se disse otimista. “Vejo um desenvolvimento internacional bem forte e acho que temos tudo para fazer acontecer aqui no Brasil. Concordo com o Allemann, acho que precisamos nos adequar cada vez mais aos parâmetros ESG, é o melhor jeito de crescer”, pontuou.
A sessão plenária foi encerrada com a entrega do Prêmio Abrafati de Ciência em Tintas, reconhecido como o principal na área no país. Criada em 1987, a premiação tem o intuito de incentivar a pesquisa e contribuir para o desenvolvimento tecnológico da indústria de tintas no Brasil, estimulando também a maior integração entre universidade e indústria.
O grande vencedor desta edição foi Manuel Julimar Lopes, da Lopes Química, com uma pesquisa sobre um novo plastificante sustentável, de origem vegetal e renovável, para aumentar a resistência ao impacto em tintas epóxi de alta resistência química. Eduarda Diefenbach, Ernani Paludo e Rogério Auad, da RMA Tecnologia, ficaram em segundo lugar com o estudo sobre espectroscopia de transmissão aplicada no ajuste de propriedades colorimétricas de stains para madeira e controle de força de tingimento de pigmentos de efeito.