A escolha adequada de materiais e a manutenção preventiva das edificações podem contribuir para reduzir desperdícios na construção civil.
O Brasil gerou cerca de 100,8 milhões de toneladas de resíduos de construção e demolição em 2024, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA).
Parte das perdas pode ser evitada com a especificação correta dos produtos, a aplicação conforme as recomendações técnicas e a conservação das superfícies.
A compatibilidade entre o material, o acabamento e as condições de uso é um dos fatores que influenciam a durabilidade. Em áreas externas, por exemplo, a exposição ao sol, à umidade e às variações de temperatura pode acelerar o desgaste.
No caso da madeira, a preparação da superfície e a seleção do produto de proteção devem considerar as características do material e o ambiente em que será utilizado.
Segundo Elaine Guedes, diretora comercial da Montana Química, a definição dos produtos precisa considerar o desempenho esperado, as condições de exposição e os procedimentos de aplicação.
A manutenção também é importante: inspeções periódicas permitem identificar fissuras, descascamentos e sinais de umidade antes que os problemas se agravem. Quando há infiltrações, por exemplo, é necessário corrigir a origem do dano antes de refazer a pintura ou o acabamento.
A adoção desses cuidados pode reduzir retrabalhos, prolongar a vida útil dos materiais e evitar intervenções mais extensas. Dessa forma, o planejamento da obra e a manutenção adequada contribuem para o uso mais eficiente dos recursos e para a redução da geração de resíduos na construção civil.


