A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) fez um balanço da agenda ambiental de 2025 durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA), realizada no dia 15 de dezembro de 2025
O encontro reuniu representantes do setor para discutir os resultados da COP 30, os avanços regulatórios e os impactos do novo Marco Legal do Licenciamento Ambiental sobre a atividade da construção e as perspectivas da área de sustentabilidade para o próximo ano.
O vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CBIC, Nilson Sarti avaliou que 2025 foi um ano de intensa mobilização do setor privado em torno da pauta climática, com forte atuação antes mesmo da COP 30. Segundo ele, a agenda pré-COP foi decisiva para posicionar a indústria nas discussões internacionais.
“Foi um ano extremamente rico de trabalho. Tivemos uma agenda pré-COP muito forte, com o governo se movimentando e a indústria organizada, especialmente por meio da SBCOP, trazendo o olhar do setor privado sobre como implementar essas ações”, afirmou.
Ao tratar das perspectivas para 2026, Nilson Sarti destacou que o próximo ano será marcado pela fase de implementação das agendas discutidas em 2025, especialmente no que diz respeito à taxonomia sustentável, à descarbonização e à eficiência energética. Segundo ele, esses critérios passarão a ter impacto direto no acesso ao crédito e no custo do financiamento para o setor.
“A classificação das atividades ligadas à sustentabilidade vai se conectar diretamente aos financiamentos, influenciando a qualidade e o custo do crédito de acordo com a pontuação atribuída na taxonomia”, afirmou.
Sarti ressaltou ainda que o avanço dessa agenda exigiu intenso diálogo técnico ao longo do ano, inclusive com ministérios e equipes do governo federal, para garantir critérios compatíveis com as particularidades da construção brasileira. “A construção é favorável à agenda ambiental, mas ela precisa respeitar nossas especificidades e a competitividade do país. Trabalhamos com embasamento técnico, buscamos referências internacionais, mas adaptadas à nossa realidade. Houve um processo de amadurecimento e entendimento por parte do governo, e 2026 será um ano de colocar tudo isso em prática”, concluiu.