Nova formulação baseada em ditiolanos amplia possibilidades de impressão 3D de alta resolução com potencial de reciclagem e menor impacto ambiental.
Pesquisadores da Universidade de Heidelberg apresentaram uma nova tinta bio-based voltada à impressão 3D por luz, desenvolvida como alternativa mais sustentável às formulações convencionais baseadas em acrilatos e metacrilatos.
O material utiliza estruturas de 1,2-ditiolan, compostos inspirados em moléculas naturais como o ácido lipóico, permitindo a formação de redes poliméricas dinâmicas por meio da exposição à luz. Segundo os pesquisadores, o sistema dispensa o uso de fotoiniciadores potencialmente tóxicos, frequentemente empregados em processos tradicionais de impressão 3D.
A tecnologia foi aplicada tanto em sistemas de impressão Digital Light Processing (DLP), utilizados para estruturas macroscópicas, quanto em processos de litografia a laser de dois fótons, voltados à fabricação de microestruturas de alta precisão. Os testes demonstraram capacidade de produzir peças complexas com elevado nível de resolução em diferentes escalas.
Um dos principais diferenciais da formulação está na incorporação de bases térmicas latentes, que permitem controlar a despolimerização do material após o uso. A estratégia possibilita ajustar as condições de degradação das estruturas impressas, ampliando as perspectivas para reciclagem e reaproveitamento dos materiais.
O estudo também destaca o potencial da tecnologia para aplicações em revestimentos avançados, manufatura aditiva e microestruturas funcionais com ciclo de vida controlado.