Depois de ter comprado a cearense Hidracor do grupo J. Macêdo há quatro anos, a pernambucana Tintas Iquine estuda fazer novas aquisições.
“A gente vem olhando diversos ativos que façam sentido e que sejam alinhados com nossa estratégia para consolidar a participação no mercado brasileiro e ser a principal do setor”, disse Alan Souza, presidente do conselho de administração da companhia, à reportagem do jornal Valor Econômico.
Terceira maior de tintas do segmento imobiliário – atrás da Suvinil e Coral –, a Iquine deve faturar este ano R$ 1,2 bilhão, segundo o veículo divulgou na última semana de outubro. Isso seria equivalente ao triplo do que a empresa tinha quando adquiriu a Hidracor, que na época da transação faturava R$ 220 milhões.
Em 2020, a Iquine adquiriu a Hidracor por R$ 120 milhões, incluindo as unidades fabris de Maracanaú e Acarape, além das marcas Hidracor e Hipercor. Com a aquisição, a Iquine buscava assumir a terceira colocação do ranking dos maiores fabricantes de tintas do país.
Em nota divulgada à época pela Associação Brasileira dos Revendedores de Tintas (Abrart), essa aquisição ajudaria ampliar a área de atuação da empresa e aumentar a oferta de produtos, de acordo com um dos seus acionistas, que explicou que Hidracor e a Iquine têm portfólios e área de atuação complementares. Enquanto a Hidracor tem uma maior participação na região que vai do Ceará ao Pará, a Iquine tem forte presença na área que vai do Rio Grande do Norte à Bahia, e essa conjunção é o que faz sentido para essa transação, contou.


