Testes resultaram em pigmento não revestido com características compatíveis com referências comerciais para aplicações industriais.
A Pitfield Minerals produziu, pela primeira vez, pigmento de dióxido de titânio (TiO₂) a partir de material extraído do projeto de titânio Pontax, localizado na região de James Bay, em Quebec, no Canadá. O resultado foi obtido em um programa independente de testes laboratoriais e representa uma nova etapa na avaliação do minério para aplicações industriais.
O material produzido é um pigmento de TiO₂ do tipo rutilo ainda sem tratamento superficial. Segundo a companhia, os testes indicaram níveis de brilho e brancura compatíveis com referências comerciais utilizadas para esse tipo de pigmento.
O TiO₂ é amplamente empregado pela indústria de tintas e revestimentos como pigmento branco, principalmente por propriedades relacionadas à opacidade, brancura, luminosidade e resistência à radiação ultravioleta.
Testes avaliam potencial do minério
Para chegar ao pigmento, o programa utilizou o processo sulfato, uma das rotas industriais estabelecidas para a fabricação de TiO₂. A mineralização de titânio encontrada em Pontax ocorre na forma de ilmenita, que passou por etapas de beneficiamento, incluindo separação magnética, antes do processamento.
O material concentrado resultante foi posteriormente convertido em pigmento de TiO₂. De acordo com a Pitfield Minerals, os resultados demonstram a possibilidade de utilizar o minério de Pontax em processos convencionais empregados pela indústria de pigmentos.
O produto obtido nesta etapa, entretanto, ainda não possui o revestimento superficial normalmente aplicado aos pigmentos de TiO₂ utilizados comercialmente em formulações de tintas, revestimentos, plásticos e outras aplicações.
Empresa prevê novas etapas de desenvolvimento
A Pitfield Minerals pretende realizar novos testes para otimizar o processo e avaliar a produção de versões revestidas do pigmento. Essas categorias são utilizadas de forma mais ampla em formulações comerciais, incluindo tintas arquitetônicas e revestimentos industriais.
A companhia ainda não informou cronograma ou investimentos previstos para as próximas etapas do programa.
O desenvolvimento também integra a estratégia de avaliação de Pontax como uma possível futura fonte norte-americana de matérias-primas para pigmentos de TiO₂. Localizado no Canadá, o projeto poderá contribuir para uma cadeia regional de fornecimento caso avance para etapas posteriores de desenvolvimento e produção.


