Reajuste dos financiamentos amplia oferta de moradias e gera oportunidades para o setor de tintas e acabamentos
O reajuste dos tetos de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve fortalecer a atividade da construção civil nas regiões Norte e Nordeste, contribuindo para ampliar a oferta de moradias e reduzir desigualdades regionais.
A decisão do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tomada em 18 de dezembro de 2025, foi considerada positiva pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O ajuste beneficia 75 municípios, abrangendo cerca de 51,8 milhões de habitantes, especialmente em localidades das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, onde os custos de produção cresceram de forma expressiva nos últimos anos.
Segundo o presidente da CBIC, Renato Correia, a atualização dos tetos é essencial para garantir a continuidade da política habitacional nessas regiões, permitindo que empreendimentos imobiliários avancem e gerem emprego, renda e oportunidades para fornecedores de materiais de construção, incluindo tintas e revestimentos. “Em muitas capitais do Norte e Nordeste, a implementação de novos projetos era dificultada pelos limites anteriores, comprometendo a oferta de moradias”, afirma.
O reajuste passa a valer em janeiro de 2026 e representa um aumento progressivo, alinhado ao porte e à população dos municípios, favorecendo capitais como Manaus, Belém, Rio Branco, Macapá, Porto Velho, Boa Vista, Maceió, São Luiz, João Pessoa, Teresina, Natal, Salvador, Fortaleza, Aracaju, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Campo Grande, Belo Horizonte e Vitória.
Clausens Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, reforça que a medida permite ao Minha Casa, Minha Vida atender às necessidades reais das famílias beneficiárias, ao mesmo tempo em que cria oportunidades para o mercado de construção e de materiais, incluindo tintas e acabamentos, em consonância com a dinâmica urbana de cada região.
Em novembro de 2025, o FGTS já havia elevado os tetos de financiamento em 263 municípios, predominantemente no Sul e Sudeste, mas o novo reajuste busca equilibrar a política habitacional, promovendo inclusão social e fortalecendo a cadeia produtiva da construção civil em todo o país. A CBIC reafirma seu compromisso em apoiar políticas públicas que incentivem desenvolvimento regional sustentável e oportunidades para fornecedores de materiais de acabamento, como tintas e revestimentos.