Segmento pode alcançar US$ 33,4 bilhões, impulsionado por novas aplicações e pela demanda por revestimentos de alto desempenho.
O mercado mundial de tintas em pó deve apresentar expansão significativa na próxima década, passando de US$ 16,7 bilhões em 2025 para US$ 33,4 bilhões até 2036. A projeção corresponde a uma taxa média de crescimento anual de 6,5%, segundo análise da DatasticsR publicada pela FARBE UND LACK.
Parte desse avanço está associada à diversificação das aplicações. Componentes para veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), infraestrutura para energias renováveis, data centers, robótica autônoma, cidades inteligentes, sistemas de hidrogênio e equipamentos médicos estão ampliando a demanda por revestimentos com características específicas de desempenho.
Entre os requisitos buscados estão resistência à corrosão, radiação UV e produtos químicos, além de isolamento elétrico, resistência ao fogo, propriedades antimicrobianas e maior durabilidade. A redução do impacto ambiental também ganha relevância, favorecendo tecnologias com baixo teor ou ausência de compostos orgânicos voláteis (VOC).
Tintas em pó ampliam espaço em aplicações industriais
Por dispensarem solventes, as tintas em pó se consolidaram como alternativa aos revestimentos líquidos em diferentes segmentos. O processo também permite recuperar e reutilizar parte do material pulverizado que não adere à superfície, contribuindo para maior aproveitamento da matéria-prima.
A tecnologia já possui presença consolidada em eletrodomésticos, componentes automotivos e estruturas metálicas utilizadas na arquitetura.
As formulações termofixas representam cerca de 94% do mercado e se destacam pela durabilidade e resistência à corrosão. Já os sistemas termoplásticos permanecem concentrados em aplicações específicas nas quais flexibilidade e processamento em temperaturas mais baixas são características prioritárias.
Na divisão por tipo de resina, o poliéster lidera com participação estimada em 28%, apoiado por atributos como resistência mecânica e às intempéries. As formulações híbridas de epóxi-poliéster, por sua vez, aparecem entre as categorias de crescimento mais acelerado.
Aplicações automotivas ganham espaço
A pulverização eletrostática responde por aproximadamente 88% dos processos de aplicação de tintas em pó. A tecnologia é amplamente utilizada nos setores automotivo, arquitetônico e moveleiro devido à eficiência de transferência e à uniformidade do acabamento.
Indústria e eletrodomésticos representam conjuntamente a principal área de aplicação, com participação estimada em 25,5%. Nesse grupo estão produtos como máquinas de lavar, refrigeradores e fornos, nos quais resistência e custo são fatores relevantes para a escolha dos revestimentos.
O segmento automotivo está entre os que apresentam expansão mais rápida, impulsionado pela utilização de revestimentos resistentes à abrasão em rodas e componentes de chassis, além do avanço das aplicações em estruturas e invólucros de baterias para veículos elétricos.
Outras oportunidades emergentes incluem equipamentos de energia renovável, sistemas BESS, infraestrutura de data centers, automação industrial, robôs autônomos, drones, componentes aeroespaciais leves e infraestrutura destinada à produção e distribuição de hidrogênio.


