Redes de franquias do setor de tintas e revestimentos estão mudando o principal critério para medir sucesso. Em vez de priorizar o número de unidades abertas, marcas do segmento passam a olhar para rentabilidade e eficiência operacional, loja a loja.
A mudança reflete a maturidade do mercado de franchising no Brasil. A avaliação é de João Appolinário, presidente da Decor Colors, marca de revestimentos com aparência de cimento queimado e tintas especiais.
A empresa ganhou visibilidade após receber aporte no Shark Tank Brasil. Foi criada, porém, pelo empresário Leonardo José da Silveira Arruda. Appolinário assumiu a presidência depois de investir na companhia.
Segundo o executivo, uma rede pode até somar muitas unidades e, ainda assim, apresentar uma expansão menos consistente do que uma marca com crescimento mais controlado. Isso acontece quando os franqueados enfrentam baixo desempenho ou falta de suporte adequado.
Por isso, para medir a saúde da operação, Appolinário defende o acompanhamento de indicadores como custo operacional, produtividade, retorno sobre investimento e desempenho individual por unidade.
O papel da franqueadora, segundo ele, também mudou. Não basta mais ceder marca e modelo de negócio; é preciso sustentar o crescimento com treinamento, padronização de processos e acompanhamento constante dos franqueados. “O verdadeiro desafio é fazer aquele negócio funcionar bem, gerar resultado e criar condições para que o franqueado consiga crescer junto com a marca”, afirma.Parte superior do formulário


