Pesquisa realizada na Índia ajusta a densidade de reticulação de sistema epóxi-amina para ampliar o desempenho no amortecimento de vibrações.
Pesquisadores na Índia desenvolveram uma formulação de revestimento à base de resina epóxi capaz de reduzir vibrações estruturais sem a utilização de solventes. O estudo investigou como alterações na densidade de reticulação do material podem influenciar suas propriedades viscoelásticas e, consequentemente, sua capacidade de amortecimento.
A formulação utiliza um sistema epóxi-amina combinado a cargas e aditivos, entre eles pó de alumínio, pó de grafite, carbonato de cálcio de grau pigmentário e argila bentonítica. Esses componentes foram incorporados para elevar a viscosidade e proporcionar consistência adequada à aplicação em diferentes espessuras, tanto em superfícies horizontais quanto verticais.
Durante a pesquisa, foram desenvolvidas quatro versões do revestimento, diferenciadas pela variação do peso molecular do agente de cura. As amostras apresentaram diferentes características mecânicas e dinâmicas e foram avaliadas quanto ao comportamento viscoelástico e ao desempenho no amortecimento de vibrações.
Reticulação influencia desempenho
Os resultados mostraram que a densidade de reticulação do sistema epóxi exerce papel determinante sobre a capacidade de amortecimento. O melhor desempenho foi observado em uma composição com nível intermediário de reticulação da rede polimérica.
Uma das formulações alcançou fator de perda do sistema superior a 0,1 em uma ampla faixa de frequência, entre 100 e 5.000 Hz, em configuração de amortecimento de camada livre (FLD).
Segundo os pesquisadores, os resultados podem contribuir para a seleção e o desenvolvimento de revestimentos destinados ao controle de vibrações em máquinas auxiliares e equipamentos industriais.
Além do desempenho funcional, a ausência de solventes acrescenta uma dimensão ambiental e ocupacional ao desenvolvimento, em um cenário no qual a indústria de revestimentos busca formulações capazes de conciliar requisitos técnicos com redução do uso de solventes.
O estudo, conduzido por R. K. Kushwaha e colaboradores, foi publicado em 2026 na revista científica Progress in Organic Coatings.


