A Coral destaca três movimentos observados na Casacor 2026 que ajudam a traduzir como arquitetura e interiores vêm incorporando novas referências estéticas e comportamentais. Entre eles estão a valorização da identidade brasileira, a decoração como forma de contar histórias e a combinação entre metais, cores e texturas.
Um dos destaques é o chamado “sotaque brasileiro”, que aparece de maneira mais contemporânea nos projetos. Em vez de reproduzir referências tradicionais, a proposta incorpora identidade nacional por meio de cores, arte e elementos culturais. Na Circulação 05, assinada pela arquiteta Michele Wharton, o azul aparece como elemento de destaque, combinado a contrastes e obras de arte.
Outra tendência apontada pela Coral é a decoração como narrativa. Na Casa Celeiro, projeto de Nildo José para a marca, memórias da infância e da relação com o pai orientam a composição do ambiente. A proposta mostra como livros, fotografias, quadros, desenhos e objetos pessoais podem transformar a decoração em uma extensão das histórias de quem ocupa o espaço.
A terceira frente é a aproximação entre metal e cor. Materiais como dourado, cobre e inox deixam de aparecer apenas como detalhes em ambientes neutros e passam a dividir protagonismo com tonalidades mais intensas, texturas e diferentes materiais. Para o mercado de tintas, o movimento reforça o papel da cor na composição de projetos que buscam maior identidade e liberdade estética.
A participação da Coral na Casacor 2026 evidencia, assim, uma tendência de integração entre cor, materiais, memória e identidade, com a pintura assumindo papel cada vez mais estratégico na criação de ambientes personalizados.


