Reportagem publicada pelo Estadão, assinada pela jornalista Giovanna Riato, chama a atenção para um dado que a indústria de tintas conhece bem.
O branco, eleito pela Pantone como a cor do ano para 2026, já ocupa posição dominante no setor automotivo há anos.
Segundo a matéria, a escolha do tom “Cloud Dancer” – um off white que aposta em leveza e versatilidade – marca a primeira vez que a Pantone elege uma variação do branco como cor do ano. No mercado de veículos, no entanto, a preferência por tonalidades claras e neutras não é novidade.
Dados da Axalta, fabricante global de tintas automotivas, reforçam essa tendência. De acordo com o relatório de popularidade de cores da empresa, 39% dos veículos produzidos na América do Sul saem de fábrica na cor branca, percentual apurado na última edição do estudo, divulgada em 2022. Na sequência aparecem prata, cinza e preto.
A predominância também se reflete nas ruas. Informações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), citadas pelo Estadão, indicam que quase 70% da frota em circulação no Brasil é composta por cores neutras. O branco lidera esse grupo, presente em 21% dos veículos, à frente dos demais tons.
Para a indústria de tintas, o cenário evidencia como decisões estéticas, tendências globais de cor e fatores práticos, como valor de revenda, aquecimento do veículo e padronização industrial, seguem influenciando de forma direta a demanda por determinados pigmentos e sistemas de pintura, especialmente no segmento automotivo.