Grupo holandês mantém foco em expansão e sinergias de longo prazo ao priorizar combinação de negócios que pode criar uma das maiores empresas globais de revestimentos.
A AkzoNobel decidiu manter sua estratégia de crescimento de longo prazo ao optar pela continuidade do processo de fusão com a Axalta, mesmo após receber uma proposta de aquisição avaliada em € 12,5 bilhões (US$ 14,6 bilhões) apresentada pela Nippon Paint em parceria com a Sherwin-Williams.
A oferta, equivalente a €73 por ação, representava um prêmio significativo em relação ao valor de mercado da companhia, impulsionando as ações da fabricante holandesa em cerca de 20% durante as negociações do dia 27 de maio. O movimento refletiu a percepção positiva do mercado em relação ao potencial estratégico da empresa no segmento global de tintas e revestimentos.
Em comunicado, a AkzoNobel informou que segue comprometida com a fusão planejada com a Axalta, considerada pela companhia como a melhor alternativa para geração de valor sustentável, ampliação de competitividade e fortalecimento de presença internacional.
A combinação entre as duas empresas deverá criar uma companhia global de revestimentos avaliada em aproximadamente US$ 25 bilhões, reunindo expertise complementar em diferentes segmentos do mercado. O grupo resultante será liderado pelo CEO da AkzoNobel, Greg Poux-Guillaume.
Segundo as empresas, a integração poderá gerar sinergias anuais estimadas em US$ 600 milhões, com grande parte desses ganhos prevista para os primeiros três anos após a conclusão da operação. A expectativa é que a fusão seja concluída entre o fim de 2026 e o início de 2027, após aprovação dos acionistas e etapas regulatórias.
O movimento reforça a tendência de consolidação no setor global de tintas e revestimentos, impulsionada pela busca por escala, eficiência operacional, inovação tecnológica e fortalecimento de portfólio em mercados estratégicos.