Operação de US$ 25 bilhões poderá receber aval das autoridades europeias mediante a venda da divisão de repintura automotiva da AkzoNobel.
A AkzoNobel e a Axalta Coating Systems estão próximas de obter a aprovação da União Europeia para sua fusão, avaliada em US$ 25 bilhões. Segundo informações divulgadas pela Reuters em 8 de outubro de 2026, a operação poderá receber o aval das autoridades concorrenciais europeias mediante o compromisso de venda da unidade de repintura automotiva da AkzoNobel.
Anunciada em novembro de 2025, a combinação das duas fabricantes integra um movimento de consolidação da indústria de tintas e revestimentos. A iniciativa busca ampliar a eficiência operacional e reduzir custos em um cenário marcado pelo aumento das despesas produtivas e pelas incertezas comerciais relacionadas às tarifas dos Estados Unidos.
A Comissão Europeia, responsável pela fiscalização da concorrência no bloco, mantém a operação sob análise. Representantes das duas empresas se reuniram com o órgão regulador para discutir possíveis medidas destinadas a preservar a competitividade do mercado.
De acordo com fontes próximas às negociações, as companhias deverão apresentar formalmente suas propostas de adequação, o que poderá ampliar em dez dias úteis o prazo inicialmente estabelecido para 22 de outubro de 2026. A expectativa é de que a transação seja autorizada ainda na fase preliminar de avaliação.
As preocupações anteriormente identificadas em relação à sobreposição das atividades no segmento de tintas em pó teriam sido solucionadas. Com isso, a principal questão concorrencial restante estaria concentrada no mercado de revestimentos para repintura automotiva, área em que a alienação de ativos da AkzoNobel surge como alternativa para viabilizar o acordo.
A Axalta possui atuação concentrada em revestimentos, com presença expressiva no mercado norte-americano. Já a AkzoNobel mantém um portfólio diversificado de tintas e soluções para diferentes aplicações industriais e comerciais.
A eventual conclusão da fusão poderá alterar a estrutura competitiva do setor internacional de tintas e revestimentos, que reúne fabricantes como Nippon Paint, Sherwin-Williams, Kansai Nerolac e a divisão de revestimentos da BASF.
Até a publicação das informações pela Reuters, a Comissão Europeia, a AkzoNobel e a Axalta não haviam se manifestado oficialmente sobre a expectativa de aprovação.


