A empresa afirma que o produto oferece proteção contínua durante 24 horas por dia por até dois anos, repelindo os mosquitos do espaço após contato com a parede protegida
Entre as centenas de ensaios e testes que realizou desde 2016, em um deles a pesquisadora Priscilla Itokawa, gerente de P&D da Akzo Nobel — grupo holandês que é dono da marca Tintas Coral desde 2008 — soltou 250 fêmeas do mosquito Aedes aegypti em uma sala controlada em laboratório para testar a viabilidade e eficácia de uma ideia que, até aquele momento, era uma hipótese da companhia: “É possível desenvolver um produto capaz de repelir o mosquito da dengue?”
Os testes envolviam a permetrina, substância já amplamente utilizada em repelentes comuns — por exemplo, em tecidos para mosquiteiros e roupas protetoras para pesca e trilhas. A dúvida era se o mesmo composto funcionaria no grupo de tintas. “Até para nós, como pesquisadores, foi tudo muito novo. Tínhamos muitas perguntas. Então, a gente teve que aprender com o próprio processo de inovação”, relata Priscilla.
Fonte: Época Negocios 26.02.2024


